Séries: My Mad Fat Diary

My Mad Fat Diary é uma mini-série com apenas 6 episódios, foi criada pelo canal E4 (O mesmo que produziu Skins). A história é uma mistura perfeita entre drama e comédia. Tudo se passa na década de 1990 (em 1996, mais exatamente). É simples (mas complicada, como todo adolescente) e se baseia num livro de nome idêntico, que narra as desventuras de Rae Earl (Sharon Rooney), a garota gorda e cheia de neuras que, aos 16 anos, surta e tenta suicídio. Parece triste (e é), mas o tema não é levado de forma depressiva. Chega a ser estranho dizer isso, mas a verdade é que, em nenhum momento, mesmo nos mais emocionais e reveladores, a gente sente como se aquilo fosse pesado demais. Provavelmente é o efeito da narrativa e dos efeitos visuais, que transformam tudo numa das páginas do diário de Rae. Diário, aliás, que ela escreve como forma de terapia, depois de passar três meses num hospital psiquiátrico, até que fosse seguro voltar ao mundo real.

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Fora da segurança do hospital, Rae tem um objetivo: fazer amigos (e arranjar um namorado, porque não?). Afastada da cidade e de Chloe (Jodie Comer), sua amiga de infância que não faz a menor ideia do que se passou meses antes, Rae começa se infiltrar no grupo do qual Chloe agora faz parte, muito embora a garota tente evitar essa inclusão e marque território o tempo todo.

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Para sua própria surpresa, Rae se trona muito próxima dos garotos e desenvolve com eles variadas relações. Com Chop (Jordan Murphy) tudo é diversão e descontração, com Archie (Dan Cohen) existem confidências e muita confusão sexual e com Finn (Nico Mirallegro) há uma forte tensão e distância, que vão se dissolvendo quando notamos que, na verdade, ele está mais interessado em Rae do que ela ou qualquer outra pessoa possa notar. A construção da relação desses dois é linda de acompanhar. Os pensamentos dela estão sempre estampados mas os dele temos de interpretar pelos gestos e olhares, o que é muito mais interessante do que a obviedade de um texto comum.

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De certa forma, a série fala de preconceitos. Os dos outros e os que Rae criou sobre si mesma. A sexualidade também fica em alta com as fantasias da protagonista, seus desejos e insatisfações. Não é como se Rae esperasse por um príncipe encantado. Ela quer uma relação normal, se sentir desejada e aqui, ela é sua maior inimiga. Em determinado momento, a terapia propõe que ela se olhe no espelho e observe suas qualidades e as diga em voz alta. Ela se recusa e começa até mentindo, mas isso já significa que ela deu um passo adiante para fortificar a autoestima.

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Além de muito bem dirigida a série conta com uma trilha sonora maravilhosa, que inclui Oasis, The Police, The Cure e Placebo.

Minha Opinião sobre a série:

Descobri My Mad Fat Diary por acaso durante uma madrugada de insônia fiz uma maratona, assisti os seis episódios de uma só vez. Posso dizer com a boca cheia que se tratou de umas das horas mais bem gastas da minha vida em relação a seriados. Me identifiquei demais com Rae e seus conflitos. A série te prende de uma forma surreal, como se a protagonista conversasse com você. As confidências da personagem te levam completamente pra dentro da história, como se estivesse vivendo tudo junto com ela. A trilha sonora é perfeita, e inclui Oasis, que é uma das minhas bandas favoritas. Mal posso esperar por uma segunda temporada e espero que seja tão boa quanto essa.

– Trailer: My Mad Fat Diary

–  A série legendada pode ser vista online ou por este canal no YouTube.

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